Eu, sobre planos de vida a longo prazo:
“Daqui 5 anos, se ainda estiver viva, serei cinco anos mais velha.”
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Estou morando provisoriamente na casa de uma amiga do trabalho. Ela foi viajar e precisava de alguém que cuidasse das suas duas cadelinhas, Bybah e Dhaly*. Ontem eu decidi levar a Bybah e a Dhaly para um passeio. As duas são da raça Daschund, aquelas salsichinhas felizes e saltitantes. Quando eu peguei a guia, fiquei empolgadíssima com a festa que elas fizeram. Elas ouviam a palavra “passear” e pulavam, me lambiam, choravam desesperadas. O que deveria ser um simples passeio com cães acabou se revelando uma experiência de vida tão intensa que merecia ser eternizada. Agora entendi porque tantas pessoas estão largando suas sólidas carreiras para se dedicar exclusivamente a profissão de Dog Walker (fica mais chique em inglês). Definitivamente não foi pela crise financeira. Compartilho agora 5 grandes aprendizados adquiridos em apenas 15 minutos, numa incrível média de 1 apredizado a cada 3 minutos. Chupa, Anglo!
1. Sobre a delicadeza das pessoas
Uma vez a gente comentou sobre como as pessoas daqui gostam de se intrometer na sua vida. Elas acham normal comentar sobre você, sem nem mesmo te conhecer. E numa dessas conversas a dona das cachorras contou que sempre apontavam pra Dhaly e comentavam sobre o excesso de peso da cadelinha. Assim que coloquei os pés pra fora do prédio, duas senhoras que estavam passeando pela rua disseram, bem alto: “Nossa, que cachorro gordo! Tem que levar pra passear mesmo!”. Eu fingi que não era comigo, mesmo porque as duas estavam longe de qualquer conceito de boa forma física. Sublimei a atitude das duas senhoras e mentalizei as duas pegando fogo, num incrível exercício de concentração e força espiritual. Consegui abrir um sorriso.
2. Sempre é hora para uma lição de moral e cidadania
Eu juro que pensei em levar um saco plástico pra recolher eventuais produtos de intestinos saudáveis e vivos, mas eu só lembrei disso quando já estava no térreo. E elas estavam tão eufóricas (eufemismo bonitinho pro ato de latir desesperadamente, chorando e pulando) que fiquei com medo de tomar bronca e piorar a má fama que elas já tem lá no prédio.
Antes da gente atravessar a rua pro calçadão da praia tem uma pracinha. Enquanto a gente esperava o sinal ficar verde para o pedestre (coisa que não aconteceu em TRÊS ENORMES MINUTOS), a Bybah recebeu um chamado da natureza. Fez suas necessidades ali mesmo, e eu fiquei completamente constrangida por não poder recolher. Ninguém viu, e foi na grama, mas quem me conhece sabe que eu sou neurótica com essas regras de convívio social e procuro fazer sempre a minha parte, mesmo que eu demore mais, gaste mais etc. Sou tão neurótica a ponto de ter comprado uma campainha pra minha bicicleta pra encher o saco das pessoas que insistem em andar pela ciclovia, mesmo tendo um calçadão enorme à disposição. Eu, claro, fiquei péssima. Me senti tão escrota quanto aquelas pessoas que eu vejo fazendo xixi na rua, jogando lixo pela janela do carro, cuspindo coisas nojentas no chão, não dando seta no trânsito, só pra citar alguns.
O pior, é claro, estava por vir. Finalmente atravessei a rua, cansei de esperar aquela porcaria de semáforo que, sinceramente, não tem serventia alguma se demora horrores pra me deixar passar. Ao chegar no calçadão e andar alguns metros, uma velhinha se aproximou de mim e tivemos o seguinte diálogo:
Velhinha:
- Escuta, mocinha, cadê a sua sacolinha pra pegar o cocô (foda-se a nova regra gramatical) dos cachorrinhos?
Eu:
- Puxa, me desculpe… Eu esqueci de pegar. Elas não são minhas, faz um tempão que não levo cachorro pra passear, sabe como é.
Velhinha:
- Sei, sei… Olha, depois dessa nova lei que dá uma baita multa em quem deixa o cachorro fazer cocô na rua, diminui bastante a sujeira que essas pessoas fazem com os bichos por aí!
Eu:
- Ah, verdade? Pois é… Tem que multar, mesmo…
Velhinha, se afastando:
- Tem sim! Acho um absurdo isso! Tinha que ser até mais caro… [não deu pra escutar o resto, mas ela continuou resmungando e andando]
Pois é. Tomei um baita sermão da velhinha, e com total razão. Também odeio quem deixa os bichos fazerem cocô por aí, ela tava certíssima em me dar um pito. Espero que faça o mesmo com as outras pessoas. Mesmo tendo ficado com ódio, na hora, porque eu sempre tento fazer tudo certo, aplaudi a velhinha em meu subconsciente. Senti uma brisa de bondade e superação arrebatadora.
3. O risco do homicídio culposo
Uma das cadelas é cheia de alergias, super me identifiquei com ela. Ela tomou algumas picadas de pulga recentemente e, tadinha, no lugar da picada os pelos caem em tufos. É claro que, enquanto a gente passeava, algum bicho deve ter picado a patinha da pobre coitada. Ela chegou no apartamento mancando, e em vez de beber água, ficou lambendo a pata desesperadamente. Eu entrei em pânico, e começei a investigar a pata. Veredicto: picada de inseto clássica. Inchaço, vermelhidão e aquela extremidadezinha levantada no local da picada. Hoje de manhã dei uma conferida e estava bem melhor, mas ontem já me imaginava levando a cadela ao veterinário para uma amputação de emergência. Foi aí que percebi todo o poder da esperança de não me foder pelo menos dessa vez. Me senti um ser humano mais completo.
4. A diferença de ritmo entre os cães
A Bybah é super atlética, hiperativa e brava. A Dhaly é preguiçosa, dengosa e preguiçosa mais uma vez. As duas NUNCA andavam no mesmo ritmo, e quando andavam não dava 30 segundos sem acontecer alguma coisa idiota, tipo entrelaçar o fio das guias, empacar numa árvore ou canteiro, desviar, cheirar os bancos e fazer xixi. Acho que andamos menos de quinze minutos e eu já estava morta de tentar segurar uma e puxar a outra. Eu parecia um X, e as pessoas que naturalmente já acham graça quando vêem esse tipo de cachorro, não hesitavam em dar risada da minha cara de babaca tentando controlar dois seres minúsculos. Minha auto estima foi estilhaçada, mas senti, em contrapartida, o imenso potencial elástico do meu corpo. Percebi que a habilidade de me adaptar as adversidades me torna essa mulher camaleônica. Consciente do meu poder, continuei caminhando em direção ao meu objetivo, mesmo não tendo nenhum.
5. O risco de gangrena
A guia das duas é daquelas que o fio estica conforme o cachorro puxa. Esse tipo de guia costuma ter uma trava, que obviamente não estava funcionado. Resultado: tive que dar várias voltas com a folga do fio nas minhas mãos, o que resultou numa quase gangrena ao final do passeio. O melhor é que os sentidos eram diferentes: uma eu tinha que puxar pra frente porque estava empacada, e a outra eu tinha que puxar pra trás porque estava correndo. Agora eu sei como se sente um titeiro (aqui um obrigada especial ao cara que legendou “Quero ser John Malkovitch” e acrescentou essa linda palavra ao meu vocabulário). Em apenas uma palavra: SUPERAÇÃO.
Um abraço na alma de todos vocês três, beijos.
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A Coopecotia oferece anualmente uma festa junina aos seus associados e convidados. Nessa data (ainda não sei qual é, mas acabei de ligar pra mãe e só sabemos que é no mês de julho), a comunidade nipo-brasileira da zona Oeste de São Paulo se reúne para preparar as mais variadas delícias da culinária japonesa.
Você pode comprar fichinhas e se deliciar nas barraquinhas de harumakis, temakis, sushis, sashimis, yakisobas, udons, tempuras, pastéis (convenhamos, pastel é coisa de japa), teppans e outras iguarias que não lembro o nome. Além disso, também tem o tradicional espetinho de churrasco (robata), os espetinhos de fruta cobertos de chocolate, as tortas, os bolos… E tudo é fresquinho, vendido por um preço camarada.

Para ilustrar o post, nada como uma indigesta foto de um sushi erótico. Não que eu tenha feito isso algum dia, por favor. O título do post diz "promiscuidade" e, como não falei nada sobre sexo até agora, não quero correr o risco de deixar isso aqui frustrante. É apenas um parêntese para você ler o post até o fim. Nada contra a combinação sexo+comida, mas convenhamos que sushi erótico é triplamente cafona e nojento: quem lembra de Nair Belo, Hortência, Marcio Garcia e outras "celebridades" comentando e degustando a iguaria em pleno Domingão do Faustão (YouTube: http://is.gd/IjTZ)? Também tem a (triste) cena do filme "Sex and the City", onde a (triste) Samantha também apela pra técnica. Pra finalizar com o terceiro motivo, gente, aquilo é PEIXE CRU. Peixe cru!!! Argh.
Como se não fosse o bastante, ainda rolam apresentações dos nossos amigos nipônicos celebrando sua cultura. O destaque vai para as bandas cover dos temas de seriados japoneses. Você saboreia um delicioso harumaki ouvindo a galera cantando em coro sucessos como “Cavaleiros do Zodíaco”, “Jaspion” e “Daleon”! Sensacional! Fora o friozinho bom que bate nessa época…
Ok, dado todo esse contexto, estou começando a formular uma teoria. Na verdade isso está mais para profecia, mesmo. Todo ano eu tô com um homem diferente nessa festa. E eu acho que tá começando a pegar mal pra família, porque esse é um evento que a minha família costuma frequentar, sabe?
Vamos pra cronologia:
2006 - Ex-namorado bacana dos idos de 2003/2005, com direito a flashback (empanturrado) depois.
2007 - Ex-namorado bacana dos idos de 2001/2002, com direito a flash (empanturrado) back.
2008 – Namorado que virou ex-namorado meses depois.
2009 – Tô com medo. Convido ou não convido o atual?
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Tagged: comida, flashback
Esse post tem duas razões de ser, e eu tenho de registrar isso em algum canto.
A primeira razão: para males físicos. Depois do advento (adoro essa palavra, dá todo um tom wannabe acadêmico paunocu) da Internet, do Google e, mais recentemente, do Orkut, eu só “pago” (plano de saúde corporativo taí) um médico em caso de vida ou morte. A combinação da identificação dos sintomas a uma pesquisa avançada no Google, que somente os anos de heavy user podem proporcionar, dificilmente resulta em um diagnóstico diferente daquele que será dado pelo médico. Os médicos, principalmente os de convênio, estão querendo se livrar de você. Esperam que você resuma rapidamente o que sente e te receitam um remédio qualquer sem maiores explicações. Ainda tem a frasezinha no final: “Se não melhorar em X dias, volte”. Ora, aí já assumem que todo diagnóstico tem muita chance de ser falho. O Google, por outro lado, te dá milhares de referências e estudos, explicando as causas e circunstâncias que te levaram a ficar doente. Claro, não é tarefa para paraquedistas. Existem diversas fontes não confiáveis e sites caça níquel que apenas replicam conteúdo de forma irresponsável, mas para o bom “procurador”, é fácil encontrar boas referências. Identificada a doença, raramente você descobrirá o nome comercial do remédio, já que é proibido mencionar esse tipo de informação. Os artigos citam, no máximo, o principal ativo químico. E é aí que entra o grande repositório de relatos espontâneos sobre a vivência humana em pt-BR da Internet, o nosso querido Orkut. Basta digitar o nome da doença na busca (que melhorou consideravelmente, diga-se de passagem) para localizar comunidades com usuários discutindo tratamentos em formato de fórum. E lá você pode encontrar o nome comercial dos medicamentos, claro que com muita pesquisa e discernimento. Tem muita gente louca ali. Depois disso, procure a bula e confirme o ativo. É relativamente fácil conseguir um faixa vermelha sem receita na farmácia, exceto alguns tipos de antibiótico. Para os de faixa preta ou vermelha com retenção de receita, esqueça. Ainda não tentei comprar ilegalmente esse tipo de remédio na Internet, apesar dos usuários de Orkut que aunciam e-mails para venda nas comunidades. Se você conseguiu e teve suceso, deixe um comentário e o contato do fornecedor.
A segunda razão: para os males da mente. Também é possível encontrar “consultórios virtualizados”. O médico se dispõe a responder as questões enviadas por internautas (hahaha, adoro essa palavra). Não sei se já escrevi isso por aqui, mas sou contra a terapia. Psicólogo, na minha opinião, é um dos maiores engodos em forma de muleta que a sociedade criou. Os conhecidos que optaram por essa área não tiveram outra razão a não ser entender as próprias merdas. Admiro muito os estudos do comportamento humano, claro. Mas aí a pagar uma pessoa semanalmente pra te ouvir se fazendo de vítima é jogar dinheiro fora. Cada consulta não sai por menos de R$100,00, se você for num psicólogo razoável. Acho que deve rolar algum tipo de pacote, fechar 6 meses por R$75,00/sessão -afinal, você conhece alguém que faz isso por menos de seis meses? A maioria fica viciada por anos a fio. Gastar essa grana para ouvir obviedades ou, pior ainda, para ouvir que a culpa do seu fracasso/infelicidade é dos outros é a típica atitude auto indulgente, um mimo do mundo adulto, uma passada de mão na cabeça. Por que você precisa desembolsar essa grana, se o papel desse cara é pegar todo esse investimento e aplicar em novas indagações “que você deverá responder a si mesmo”, criando a necessidade de novas consultas? A única coisa que rende nessa relação é o dinheiro da conta bancária do seu analista. Eu sugiro a economia! Você pode apenas pesquisar por casos semelhantes aos seus na Internet e, de quebra, descobrir muito mais sobre as suas inquietações. Tire proveito das consultas virtualizadas! Essa aqui, que eu reproduzo logo abaixo (citando as fontes, claro) me caiu como uma luva. Fico puta quando santificam a maternidade dizendo que é impossível existir uma mãe que não ame o filho. As pessoas simplesmente compram um conceito, que a mídia faz questão de reforçar a cada dia das mães. Acho que deve ficar mais fácil assim, como sempre.
Tenho 30 anos e uma filha de 12. Fiquei grávida aos 16, num daqueles escorregões que muita gente leva. Já na adolescência, eu não queria ter filhos. Pretendia focar a vida só na carreira. Mas assumi a responsabilidade da gravidez e batalhei para sustentar a minha filha. Me ocupei de todos os detalhes de sua vida, fui pai e mãe ao mesmo tempo. Quando ela completou 8 anos, saí da casa de minha mãe e passei a cuidar de tudo sozinha.
Hoje, estou completamente saturada. Não tenho mais um pingo de paciência com a menina. O mundo pode despencar que ela não toma iniciativa alguma. Às vezes penso que não a amo mais. Não tenho mais vontade de educá-la. Detesto repetir coisas básicas como “vá escovar os dentes, está na hora do banho”, etc. Acho que estou estragando a vida dela, pois vivo falando que não faz nada direito e não será nada na vida.
No momento de muita raiva, chego a culpá-la por eu não ter um emprego melhor. Digo que abri mão de tudo para ser mãe. Ela já me disse que não deveria ter nascido porque me impediu de ser feliz. Acho que será no mínimo uma adulta depressiva. Quando fica muito difícil, eu me pergunto se somos obrigados a amar nossos filhos. E, se eu não a amar mais, como posso continuar nessa relação?
Preciso te contar ainda que perdi o meu irmão, um verdadeiro anjo, 12 dias depois do nascimento da minha filha, e meu pai morreu um ano depois, deixando como “herança” uma outra mulher além da minha mãe. São acontecimentos que, até hoje, terapia nenhuma me fez superar.
Você se refere à gravidez como “um dos escorregões que muita gente leva”, ou seja, como um acidente de percurso, um fato sem maior importância. Mas é precisamente este fato que determina a sua existência há 12 anos, ou seja, durante quase toda a segunda metade da sua vida. Vale a pena, portanto, se debruçar sobre ele e se perguntar por que você escorregou, ou seja, por que foi irresponsável em relação a você mesma.
Digo isso por você estar sendo irresponsável de novo. Só uma mãe sádica diz para a filha que esta não será nada na vida. O seu discurso desautoriza e condena à infelicidade. Você está tão ciente disso, que escreveu no seu e-mail: “Ela será no mínimo uma adulta depressiva”. E a sua irresponsabilidade não diz respeito só a ela. Diz respeito também a você porque, depois de um grande empenho em criar a menina, você vai fracassar como mãe. Ninguém merece isso. Cuidado!
Que tal procurar um analista competente para saber o que explica o seu sado-masoquismo e se livrar desta perversão que estraga a sua vida? Para deixar de escorregar e se repetir. A sua filha, aliás, não te escuta porque você não para de se repetir. Só diz “vá escovar os dentes ou está na hora do banho” destilando ódio, deixando a menina tão surda para você quanto você deve estar para ela.
Quanto à morte dos seus queridos, ela precisa e pode ser superada. A fim de que você possa respeitar e celebrar a vida dos vivos, a da sua mãe, a sua e a da sua filha. Tem um tempo para o luto e um outro para a superação. Lamentar a infelicidade só atrai a infelicidade. Espero que você consiga dar um basta nisso, fazendo um trabalho analítico de verdade.
http://veja.abril.com.br/blog/consultorio-sentimental/20090210_dia.shtml
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Mantendo a linha editorial “tomei um pé na bunda” do blog, volto aqui para dizer que estou cheia de novidades! Não vou contar detalhes agora (pra bom entendedor, meio post vale) porque preciso de mais tempo para escrever um relato me ridicularizando sobre a situação em questão. Como os (poucos) leitores do blog sabem, eu sou masoquista. Ah, e os leitores do blog, um assunto a parte… Pela periodicidade bimestral de atualização devem ter debandado, fora os paraquedistas do Google que caem aqui procurando fotos da Carla Perez –gente, ela me rende várias visitações diárias!
Fora isso, voltei aqui pra dizer rapidamente que estou em Porto Alegre desde segunda-feira. E que eu mudei para Recife recentemente. E que eu quero um pouquinho de paz auricular: estou ouvindo punhetações acadêmicas das 8h às 18h, hoje foi o último dia. Estou sozinha no hotel, que é mal-assombrado. Pretendo tirar fotos das arapucas dele. É tudo tão bizarro que eu nem sei por onde começar, mas posso iniciar pelo motivo que me fez voltar aqui ao blog.
A propaganda enganosa do hotel dizia que ele oferecia internet nos quartos, mas é claro que isso é uma lenda e que os funcionários não sabem nem o que é um cabo de rede. Estou acessando a internet aqui no lobby e, como tenho uma curiosidade mórbida, fui fuçar as páginas do histórico do browser. O lobby é colado com a recepção e o recepcionista pode ver claramente meu monitor, mas claro que isso não impede que os hóspedes-internautas acessem coisas NSFLH (corruptela e licença poética para NSFW, trocando Work por Lobby do Hotel):

Captura de tela das últimas páginas visitadas no browser do computador do hotel. Niiice -destaque para "bucetasebundas.com", pela sutileza.
Também achei uma linda imagem na pasta C:\Documents and Settings\Proprietário\Meus documentos! A foto “rubia me enamore.jpg” me deixou pensativa. Deve ser dos argentinos/uruguaios/chilenos/espanhóis/whatever que a essa hora estão me xingando por eu estar monopolizando o computador da área comum):

Rubia, alvo de "homenagens" as escondidas no lobby do hotel. Nunca mais mando fotos pelo messenger: meu destinatário pode ser um imbecil que não apaga as imagens pessoais de um computador público.
Gente, depois disso só tenho uma coisa a dizer:
*Nojinho do mouse!*
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Tagged: no hope, punheta
Ontem fui jantar com três amigas –e seus respectivos namorados– na casa onde uma delas vai morar assim que casar. Eu, sempre a “solteira” da turma (solteira = nunca conseguiu evoluir um namoro por muito tempo, tipo acima de 5 anos). E todas elas vão se casar, menos eu. Todas as (pouquíssimas) meninas que fizeram colegial de processamento de dados na Fundação Institudo Tecnológico de Osasco (Osasco, yeah!) vão se casar. Não é legal? Não, não é.
Explico: primeiro, porque elas não falam de outra coisa, a não ser isso. E é até compreensível, porque as pessoas que casam tem milhões de preocupações. Nessas circunstâncias, não é condenável que alguém pense nos guardanapos do buffet enquanto toma uma cervejinha e finge que está interessadíssima no projeto que você está desenvolvendo no trabalho. Outra coisa que me deixa curiosa é a escolha dos padrinhos. Eu vou ser madrinha de (pelo menos) duas delas, e todo mundo sabe que detesto igrejas, padres, coroinhas, daminhas de honra, água benta e todo aquele conjunto de baboseiras católicas. Mesmo sabendo que eu detesto essa bullshitagem, mesmo sabendo que eu não quero ser convidada para a cerimônia religiosa, elas insistem. E, sem mais argumentos para convencê-las de que sou uma péssima escolha, só me resta a resignação. Resignação em dobro: novembro desse ano e em janeiro do ano que vem. Vestidos cafonas, penteados medonhos, maquiagem horrorosa, lágrimas de emoção e o padrinho que me arrumarem pra eu subir no altar. Espero que escolham alguém minimamente suportável –no de novembro, vou entrar com o um amigo gay nosso. Menos mal, mas me deixou com uma dúvida.
Será que é esse o futuro? Eu, os gays e as mulheres casadas. Minha vida será uma eterna mistura trifásica? Casais que topem menage e gays que queiram novas experiências, contem comigo!
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Tagged: hohoho
(10:17:13 PM) Amigo Poeta: no mundo de hoje, achar uma boa foda é mais difícil que achar uma fonte de energia renovável eficiente!
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Tagged: :)
Que as pessoas buscam coisas estranhas, todo mundo (principalmente a AOL) sabe. Mas tô ficando assustada quando olho os logs de busca dos “internautas” que caem nesse blog. Uma pequena amostragem:
fodas incriveis com animais
cuzinho carla perez
Gente, esse pessoal deve se frustrar muito quando, cheio de esperança pra ver o cuzinho da Carla Perez, vem parar aqui
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Tagged: no hope
Aconteceu o que eu estava prevendo: isso aqui tá abandonado. Mas é por um bom motivo, já que estou 100% recuperada do que aconteceu e nem cheguei a fazer posts deprimentes sobre a merda de ter me cadastrado num site de relacionamentos –e, cereja do bolo, os putos não aceitaram o texto do meu perfil só porque copiei e colei um Lorem Ipsum básico. Juro, se eu encontrasse alguém com esse tipo de texto no perfil, me interessaria na hora. Isso é prova de que os critérios desses sites tão totalmente por fora e que eles só aceitam frases cafonas, do tipo “En busca do verddeiro AMOOR” (sic). Também nem deu pra marcar encontros bizarros, sei lá porque diabos não rolou a assinatura gratuita que o RH prometeu para os funcionários encalhados e agora eu só fico recebendo trocentos e-mails diários com o título “Você foi adicionado como pretendente”. Sinal de que o povo tá desesperado, a caça seria muito mais farta.
Também tá rolando uma certa campanha das meninas aqui pra eu pegar um tal de Rogério. Me passaram a foto dele e o MSN. É gordo e alto (BINGO!), mas mora com os pais em Higienópolis e tem 31 anos. Tô adiando adicionar o cara, ainda mais quando me falaram que a ex-namorada dele era funqueira e enfeitava a cabeça do pobre diabo. Pior que todos os dias elas me perguntam se eu adicionei o moço. Não sei se tô no pique de conhecer alguém com esse background totalmente do zero. Além disso, agora (há umas 2 ou 3 semanas) me cadastrei num MMORPG altamente loser. Segura. A Morganica já é level 12 (de 70) e está super saudável, obrigada. Acho que prefiro evoluir a Morganica a sair com alguém que já namorou uma rainha do funk.
OBS.: Estou dramatizando. O jogo é muito legal e tenho um motivo extra pra viciar nele. Agora só falta a porra do site aceitar meu cartão de crédito, porque o limite do trial acabou.
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Tagged: :)
alguém
14:15h tudo bem, meu bem?
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eu
14:17h tudo bem, e com vc?
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alguém
14:17h tudo bem também
14:17h eu gostaria de dizer uma coisa
14:17h me permite?
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eu
14:18h claro
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alguém
14:18h voce fica m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a de rabo de cavalo
14:18h quero muito!
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eu
14:18h hahahahahah
14:18h obrigada
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alguém
14:18h sério
14:18h surreal
14:18h tá linda demais
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eu
14:18h nossa, q bom. pq meu cabelo tá imundo e eu prendi com a primeira coisa q achei
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alguém
14:19h deixa ele sempre imundo então?
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→ 6 CommentsCategorias: Boston Medical Group
Tagged: :)