I am the master of this domain.

Tropeços.

Junho 9, 2008 · 2 Comentários

Fiz o papel que mais odeio: o da ex-namorada que pede explicações sobre o pé na bunda. Sim, hoje estou me sentindo angustiada, aquela angústia de quando um monte de pensamentos auto-depreciativos se juntam, formando aquelas nuvens negras em cima da cabeça que empretecem tudo. Claro que, pra dar mais munição ao meu estado nada mais que lamentável, decidi que ia descobrir o por quê de ele ter terminado tudo daquele jeito. A coisa começou pelo ICQ (pois é) de uma forma um tanto quanto desastrosa, um “quase xeque mate”, segundo ele –e essa resposta chegou depois de alguns minutos horríveis no váculo da minha última mensagem. Me contive, pra não parecer desesperada: estava apenas corroída pela curiosidade. Depois do deslize, me concentrei pra não fazer muito feio, já que sempre prezei pela dignidade e por tentar fazer as coisas “in a classy way”. Ele perguntou se eu queria que ele ligasse ou se preferia um encontro cara a cara. Respondi que nenhum dos dois e disse pra ele esquecer a história. Meu desdém fez com que ele ficasse interessado e percebi uma súbita mudança de atitude, provando que esse clichê quase sempre funciona.

(10:09:13 PM) eu: ah, não sei… não senti mta receptividade da sua parte, daí decidi abortar a missão
(10:11:43 PM) ele: ei ei. eu só pedi 5 minutos pra fechar as coisas e te ligar de casa. que é melhor pra gente conversar. até perguntei se voce queria me encontrar. não precisava abortar a missão assim tão rápido

Conversamos. E eu confesso, não senti muita coisa. Se é orgulho ferido, não sei. Se nunca amei de verdade, também não posso dizer nada.

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2 respostas até agora ↓

  • leo // Junho 10, 2008 às 5:00 pm | Responder

    oooo coisinha… tava indo tão bem…
    Bom, acontece. Não deveria fazer muita diferença, na verdade…

    E sobre tentar fazer as coisas “in a classy way” acho que nunca vi esse seu lado. Você tenta não dar o braço a torcer e sair por cima da carne seca, mas não há necessariamente nada de classudo nisso.

    “Amar de verdade” é um termo bem safado… elusivo… filhodaputa…

    E deixa de ser bichinha. Ter um blog recheado de reclamações da vida e posts deprimentes já foi patenteado.
    Sai dessa esquina que o ponto é meu! Sua putinha barata…

  • Denise - vulgo ET DE VARGINHA LARGA // Junho 12, 2008 às 12:00 pm | Responder

    Ju, como somos primas, provavelmente viemos com esse defeito básico de fábrica, o de achar que somos superiores aos corajosos que nos suportam. Isso funciona bem até que, um belo dia, você descobre que é uma merda viver assim, fingindo ser intocável e insensível. Na verdade, acredito que somos o tipo mais menininha possível, mas nos escondemos atrás da máscara de Coração Gelado (ursinho carinhosos, lembra?). Tudo o que a gente mais quer é achar um cara que nos desestabilize, que nos faça ficar com cara de idiota e que nos faça perceber que não adianta nada bancar a poderosa quando, lá no fundo, sabemos que somos babacas como qualquer outra. Talvez mais raivosas e sarcásticas, mas babacas.

    (O que escrevi, obviamente, é sobre mim. Não sei se você é assim mesmo e, caso se identifique com o que eu escrevi, saiba que isso tem cura. Ligue para 0900 SOUORGULHOSAPRACARALHO ou mande uma msg no meu MSN dizendo: sim, tenho o mesmo problema que você.)

    :)

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